História
A tradição do bacamarte em Bonito desde 1903 e a associação fundada em 1989.
Nossa história
Do estrondo de 1903 à associação que representa os mestres hoje.
O bacamarte como festa
O bacamarte é uma arma antiga, de cano curto e boca larga. Na tradição popular do agreste pernambucano ela perdeu a função de arma e virou instrumento de festa: carregada apenas com pólvora, dá o estouro que abre os cortejos religiosos, saúda os santos padroeiros e marca a passagem das datas do calendário da cidade.
Quem carrega o bacamarte é o bacamarteiro. O ofício tem regra, tem hierarquia e tem risco — por isso se aprende com quem já sabe, e por isso os batalhões existem.
Em Bonito, desde 1903
A prática está registrada em Bonito desde 1903. Atravessou o século junto com a cidade: acompanhou as festas de padroeiro, os ciclos juninos, as mudanças de geração. O saber passou de pai para filho, de mestre para aprendiz, sem depender de escola ou de papel.
A associação, em 1989
Em 1989 os bacamarteiros de Bonito se organizaram formalmente na Associação dos Bacamarteiros da Cidade do Bonito. A formalização deu à tradição algo que ela não tinha: personalidade jurídica, diretoria eleita, estatuto e capacidade de dialogar de igual para igual com o poder público.
É essa estrutura que hoje permite ao batalhão firmar parcerias, acessar políticas culturais e responder institucionalmente pela salvaguarda do próprio ofício.
Como nos organizamos
A associação está inscrita no CNPJ sob o nº 24.300.873/0001-88 e mantém sede na Av. Agamenon Magalhães, 597 — Centro, Bonito/PE, CEP 55.680-000.
Desde maio de 2024 está em vigor um Regulamento de Compras e Contratação de Serviços que disciplina como a entidade aplica recurso — inclusive o que vem de convênios e instrumentos públicos. Ele fixa cotação mínima de três fornecedores acima de R$ 1.500,00, define critérios objetivos de escolha e reserva à Diretoria a aprovação de cada compra. O texto integral está publicado no Portal da Transparência deste site.
O que buscamos agora
A tradição está viva, mas nenhuma tradição se sustenta só de vontade. A associação trabalha em três frentes: registrar e documentar o que se sabe, formar quem vem depois, e garantir condições materiais — indumentária, pólvora, transporte, manutenção do Memorial — para que o batalhão continue saindo às ruas.