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PATRIMÔNIO CULTURAL VIVO DE PERNAMBUCO
Há mais de um século o estrondo do bacamarte anuncia a fé e a festa em Bonito. Somos a associação que mantém essa tradição de pé — e que a transmite a quem vem depois.

A Associação dos Bacamarteiros da Cidade do Bonito — conhecida como Batalhão 15 — reúne os mestres e praticantes do bacamarte no agreste pernambucano. O bacamarte é uma arma de festa: carregada só com pólvora, ela dá o estrondo que abre os cortejos, saúda os santos e marca as datas do calendário popular da cidade. A prática em Bonito é registrada desde 1903. Em 1989, os batalhões se organizaram juridicamente em associação, para proteger a tradição, representar os mestres e garantir que a transmissão do saber não dependesse apenas da memória de cada família. Hoje o Batalhão 15 é, ao mesmo tempo, grupo de tradição e instituição: mantém o ofício vivo, forma novos praticantes e responde formalmente por ele diante do poder público.
Três frentes que justificam a existência da associação.
Manutenção da prática do bacamarte: manuseio seguro, fabricação e conservação das armas de festa, indumentária e repertório dos cortejos.
Os mestres mais antigos ensinam os mais novos. É assim que o saber atravessa o tempo — e é isso que uma política de patrimônio imaterial existe para proteger.
O Memorial dos Bacamarteiros reúne acervo, fotografias e registro histórico do batalhão, aberto à comunidade e à pesquisa.
Todo 29 de junho, dia de São Pedro, Bonito sedia o Encontro dos Bacamarteiros de Pernambuco. Grupos de várias cidades do estado descem para a cidade: é cortejo pelas ruas, salva de tiros, apresentação cultural e forró até o fim do dia. O Encontro é o principal evento do calendário da associação e um dos maiores da tradição bacamarteira no estado. Ele movimenta a economia local, ocupa a cidade e mantém viva a rede que liga os batalhões de Pernambuco uns aos outros.
Documentário sobre a tradição do bacamarte na cidade e o trabalho do Batalhão 15.
Somos uma associação sem fins lucrativos. Parcerias, patrocínios e emendas destinadas à cultura popular chegam ao chão da festa e à formação de novos bacamarteiros.
Estatuto, atas, prestações de contas e documentos institucionais.
Registros das apresentações, dos cortejos e do Encontro.